Fatores Femininos

Entenda melhor as principais causas da esterilidade feminina.

Alterações uterinas

Podem ocorrer pela presença de pólipos (tecidos porosos que se desenvolvem no útero), septos, alterações uterinas, embriológicas (útero bicorno) ou miomas (tumor benigno que surge na parede uterina) causando protuberâncias (mioma submucoso), que impedem a fixação do embrião.

 

Alterações Tubárias

Entre as mulheres, os principais fatores de esterilidade estão ligados às trompas, também chamadas de tubas uterinas, que são canais que ligam os ovários ao útero. É nas trompas que o espermatozóide encontra o óvulo e é por elas que o óvulo fecundado chega ao útero. Por isso, elas são fundamentais para que ocorra a gravidez.

De maneira geral, as alterações tubárias decorrem de inflamações, pela clamídia, de alterações pela endometriose e de procedimentos cirúrgicos feitos na região pélvica, como laqueadura, apendicite e cistos no ovário. Outra alteração que pode ocorrer nas tubas uterinas são aderências locais.

Essas alterações nas trompas podem comprometer sua função de levar os óvulos fecundados ao útero e ainda dificultar a nidação, que é a implantação do pré-embrião no útero.

Para saber se a causa da esterilidade são as alterações tubárias e assim partir para o tratamento mais adequado, é necessária uma avaliação das trompas uterinas, feita por meio de um exame de radiografias com contraste (HSG), que permite o estudo da anatomia, da mobilidade e da permeabilidade tubária.

Alterações hormonais ou ovulatórias

Distúrbios hormonais são relativamente comuns e influenciam diretamente o ciclo menstrual. Podem afetar a ovulação, sendo o melhor exemplo a anovulação (ausência de ovulação, comum na SOP), outro exemplo é a deficiência do corpo lúteo, a hiperprolactemia e etc.

 

Endometriose

Um dos fatores mais comuns da infertilidade feminina, a endometriose é um problema enfrentado por cerca de 10 a 15% das mulheres com idade entre 18 e 45 anos.

A endometriose é uma doença crônica inflamatória, caracterizada pela presença de tecido endometrial – aquele que reveste a parte interna do útero – em áreas fora do útero, como nos ovários, nas trompas e no intestino.

Entre os principais sintomas da endometriose, estão fortes cólicas menstruais, dores pré-menstruais e durante as relações sexuais, fadiga, fluxo menstrual intenso e alterações intestinais ou urinárias durante a menstruação.

É importante observar que nem toda mulher que sente muita cólica tem endometriose. O mais importante ainda é estar atenta aos sinais e fazer o acompanhamento ginecológico frequente para o diagnóstico precoce, pois ele permite o tratamento adequado e protege a mulher das possíveis complicações da endometriose, como a infertilidade.

Para diagnosticar a endometriose, existem métodos não invasivos, como: RSM – Ressonância Magnética da pelve e US Transvaginal com preparo intestinal para pesquisa de Endometriose profunda. Mas em algumas situações, especialmente as mais graves, a videolaparoscopia e pode ser o mais indicado (por ser “padrão ouro” no diagnóstico e terapêutica), por apresentar mais chances de gestação posterior.

Idade

Dentre todos os fatores, a idade é um dos que mais chama atenção na infertilidade feminina, pois a fertilidade regride naturalmente de acordo com o aumento da idade e com isso a qualidade dos óvulos piora e assim diminui a capacidade de fecundação.